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Glicerina (Glicerol)
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Glicerina (Glicerol)
Glicerol ou propano-1,2,3-triol (IUPAC, 1993) é um composto orgânico pertencente à função álcool. É líquido à temperatura ambiente (25 °C), higroscópico, inodoro, viscoso e de sabor adocicado. O nome origina-se da palavra grega glykos, que significa doce. O termo Glicerina refere-se ao produto na forma comercial, com pureza acima de 95%.
O glicerol está presente em todos os óleos e gorduras de origem animal e vegetal em sua forma combinada, ou seja, ligado a ácidos graxos tais como o ácido esteárico, oleico, palmítico e láurico para formar a molécula de triacilglicerol.
Os óleos de coco e de palma (dendê) contêm uma alta quantidade (70 - 80%) de ácidos graxos com cadeia carbônica de 6 a 14 carbonos. Estes rendem muito mais glicerol do que os óleos contendo ácidos graxos de 16 a 18 carbonos, tais como gorduras, óleo de algodão, soja, oliva e palma. O glicerol combinado está presente também em todas as células animais e vegetais, fazendo parte de sua membrana celular, na forma de fosfolipídios.
Todo o glicerol produzido no mundo, até 1949, era proveniente da indústria de sabão. Atualmente, 70% da produção de glicerol nos Estados Unidos ainda provém dos glicerídeos (óleos e gorduras naturais) e, o restante, da produção do glicerol sintético (subproduto da fabricação de propileno), da produção de ácidos graxos e também de ésteres de ácidos graxos (biodiesel).
Em 2000, a produção mundial de glicerol foi de 800 mil toneladas, sendo que 10% disto foram oriundos de indústrias responsáveis pela produção de Biodiesel.
O glicerol é reconhecido como seguro para o consumo humano desde 1959, podendo ser utilizado em diversos produtos alimentícios para os mais diversos propósitos. Os níveis de DL50 em ratos são de 470 mg/kg e em porquinhos-da-índia de 7750 mg/kg. Vários estudos mostraram que uma grande quantidade de glicerol (sintético ou natural) pode ser administrada sem aparecimento de qualquer efeito adverso à saúde.
É frequentemente utilizado como/em. Entre eles:
umectante, solvente, amaciante;
umectante e agente suavizante em doces, bolos e sorvetes, retardando a cristalização do açúcar;
agente umectante nas embalagens de queijos e carnes;
solvente e agregador de consistência em flavorizantes e corantes;
produção de mono–, di–, ou triglicerídeos para uso em emulsificantes;
produção de polímeros, como poliglicerol, que são adicionados em margarinas;
meio facilitador da transferência de calor, por estar em contato directo com o alimento, permitindo que algum alimento específico seja rapidamente resfriado para que não perca algumas caracteríticas desejáveis.
Uma colher de chá de glicerol tem aproximadamente 27 kcal e tem um poder adoçante equivalente a 60% da sacarose (açúcar de cana). Embora o glicerol apresente aproximadamente o mesmo nível energético obtido pelo açúcar comum, ele não eleva os níveis de açúcar no sangue e também não alimenta as bactérias que causam a cárie. Em sua forma concentrada ele jamais deve ser consumido, pois ocasiona a retirada de água dos tecidos vivos causando problemas gástricos. Como aditivo alimentar, ele é reconhecido pelo número E - E422, pertencendo à classe dos espessantes, estabilizadores, gelificantes e emulsionantes. Quando presente em alimentos, ele é facilmente digerido como se fosse um carboidrato.
Na área médica/hospitalar/farmacêutica há inúmeros produtos que utilizam o glicerol. Entre eles:
Pomadas;
Elixires, xaropes;
Anestésicos;
Seus derivados são utilizados como tranquilzantes e agentes para controle da pressão, como a nitroglicerina, que é um importante vasodilatador;
Em cosméticos ele entra em muitos cremes e loções que mantém a maciez e umidade da pele;
Em cremes dentais, é comum ser utilizado para conferir-lhe brilho, suavidade e viscosidade.
Outras aplicações:
Na produção de tabaco. Entre eles: , quando as folhas são quebradas e empacotadas, o glicerol é pulverizado impedindo que as mesmas se tornem secas e quebradiças, o que poderia ocasionar o esfarelamento;
Na indústria têxtil é utilizado para amaciar e flexibilizar as fibras;
O glicerol é utilizado também na indústria de papel na fabricação de alguns papéis especiais, que necessitam de alguns agentes plastificantes para conferir-lhes maleabilidade e tenacidade;
Pode ser utilizado como lubrificante em máquinas que fabricam produtos alimentícios, que entram em contato direto com o alimento ou, quando existir qualquer tipo de incompatibilidade com os produtos utilizados no processo, tais como em rolamentos expostos a solventes como gasolina ou benzina, que poderiam dissolver o óleo mineral;
Utilizado em misturas anticongelantes;
Utilizado para preservar bactérias a temperaturas baixas.
O Glicerol pode apresentar risco de explosão em contato com alguns agentes oxidantes, tais como: trióxido de cromo, clorato de potássio e permanganato de potássio.
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